23/01/2012

Pesquisa sobre a avaliação de risco e efeitos na saúde – Amianto Crisotila

Em novembro de 2010, professores da Unicamp, USP, FMUSP, Unifesp, UFG e ITP, apresentaram os resultados do Projeto Asbestos Ambiental, uma pesquisa sobre a “Exposição ambiental ao asbesto: Avaliação do risco e efeitos na saúde”.

Em resumo, sobre a avaliação ambiental, a pesquisa descreveu qual a exposição ambiental domiciliar ao asbesto, sendo estudados grandes centros urbanos em casas cobertas com telhas de cimento amianto, quantificando possível exposição intradomiciliar em cinco capitais brasileiras e seus possíveis efeitos no sistema respiratório.

Como resultado, notou-se que as concentrações observadas no estudo estão dentro dos intervalos encontrados nos grandes centros urbanos ocidentais e dentro dos limites aceitáveis de acordo com a Organização Mundial de Saúde e as agências internacionais de controle da exposição. Em relação às avaliações de amostra dos moradores estudados, não foram encontradas alterações clinicas, funcionais respiratórias e tomográficas de alta resolução, passíveis de atribuição à inalação ambiental à fibra de asbesto.

Sobre a avaliação ocupacional, foram avaliados 2075 trabalhadores e ex trabalhadores da atividade de mineração de asbesto, dos quais foi possível o acompanhamento longitudinal, por tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) em 405 indivíduos. Foram apresentados como principais resultados: Nenhum caso de alteração interação intersticial compatível com asbestose foi identificado evolutivamente neste mesmo grupo. Não se identificou novas alterações nem progressão do comprometimento pleural ou intersticial nos indivíduos do Grupo exposto após 1980, que fizeram TCAR nos dois estudos. Assumindo-se a TCAR como método de referência, o RXT apresentou elevada taxa de falso-positivo para asbestose e falso-negativo para placas pleurais, tanto na avaliação transversal como na evolutiva dos casos.


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07/11/2011

Amianto Crisotila: Mitos e Verdades – Parte XIX

Mais uma série que trata o assunto amianto de forma bastante transparente. Uma guerra comercial disfarçada em luta pela saúde é o que está por trás da campanha pelo banimento do amianto crisotila. Não negamos que a fibra tenha causado doenças principalmente no começo da atividade no Brasil. Mas a segurança e evolução no processo produtivo torna esse discurso obsoleto. Não temos nenhum caso de doença ligada ao amianto entre os trabalhadores admitidos após a década de 1980.

Procure entender e pesquise sobre o assunto, só assim você vai chegar a conclusão do que é o melhor para você, sua família e para o Brasil.

Saiba mais…

  • Existe algum cuidado especial na manutenção das telhas de amianto?

Não existe nenhum cuidado especial na limpeza e manutenção do telhado de amianto. Os cuidados são os mesmos para todos: seguir o manual técnico e instruções. Para manutenção releia o post abaixo. Lá damos todas as dicas para uma limpeza segura.

http://blogdaeternit.com.br/construcao-civil/saiba-como-realizar-a-limpeza-do-seu-telhado/

•       Qual a vida útil do amianto?

O amianto é um mineral cristalizado na rocha-mãe. Em seu estado natural pode durar séculos, até eras, acredita-se que tenha surgido na Pré-história. Suas características físicas de extrema resistência e o fato de não ser combustível tornam a fibra uma opção inigualável para a produção de diversos produtos.  Uma vez inserido nos diversos processos produtivos, influencia a vida útil dos mesmos, mas o desgaste é impossível de ser medido com precisão. Uma telha feita com amianto, por exemplo, pode durar cerca de 70 anos, visto que temos casos que comprovam tamanha durabilidade. Mas fatores externos também podem influenciar seu tempo de vida.


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02/06/2011

Mitos Amianto Crisotila: Mitos ou Verdades – Parte 14

Por que o amianto é proibido em alguns países? Eles não têm a tecnologia usada pela Eternit para produzir telhas de amianto?

Eternit: Embora alguns países tenham proibido o uso do amianto alegando como motivo a saúde da população, o que verificamos na maioria dos casos é a motivação comercial por trás da proibição.
No caso da Europa, precursor do movimento do banimento e muito utilizada como exemplo, houve um período em que o uso do amianto, principalmente o anfibólio (que hoje se sabe ser mais agressivo), foi muito grande, pois a fibra era utilizada para conforto térmico na recuperação do continente no pós-guerra. Nesse caso, utilizava-se o jateamento de amianto nas paredes, deixando assim a fibra suspensa no ar e passível de ser inalada. É claro que esse formato gerou um número muito grande de doentes, pois não se sabia que a fibra era perigosa ao ser inalada. Mesmo assim, o banimento na Europa só aconteceu quando a mina que lá existia já havia se exaurido e, portanto, não havia mais o interesse comercial. O próprio consumo de telhas de fibrocimento não é forte lá e, portanto, nunca foi um mercado forte.
Outros países, principalmente na América Latina, baniram seu uso por pressão do mercado interno, de fabricantes que temiam a entrada de competidores que utilizassem matéria-prim mais barata (o amianto), e que, desse modo, apresentasse ao mercado um produto mais interessante custo x benefício e de melhor performance.
É preciso analisar caso a caso, para entender os interesses no banimento até porque a questão da saúde já não é mais motivo: a cadeia garante um ambiente de trabalho seguro e sem riscos para os colaboradores, além de todo controle e regulamentação existente.

Ouvi dizer que o Brasil é um dos poucos países onde o uso do amianto ainda é possível. Empresas multinacionais que ainda o utilizam no Brasil já tiveram de se adequar em outros lugares. Não entendo o porquê de estas empresas não se adiantarem, tomando uma atitude responsável, deixando de usar o produto aqui no Brasil também… Especialmente porque eles devem saber, mais do que ninguém, dos riscos embutidos no uso do produto…

Eternit: Apesar da ampla divulgação de que o amianto traz risco à saúde, defendemos que isso não é 100% correto. Primeiramente, existe mais de 200 países no mundo e apenas a minoria (42) proíbe o uso do amianto, geralmente por questões comerciais.
Existem muitos fatores que contribuem para não sairmos da produção com crisotila. Responsabilidade a cadeia tem de sobra, por isso investimos pesadamente em um modelo de negócio seguro. A prova é que não temos colaboradores com doenças associadas ao amianto entre os que entraram após 1980.
Entre os fatores que nos faz lutar para que não haja o banimento é a questão social. Hoje as telhas com fibrocimento amianto representam grande parte das coberturas no País. É a primeira opção de cobertura para consumidores de baixa renda, depois da lona preta. Optar por fibras alternativas elevaria o custo do produto em 40%, dificultando ainda mais o acesso dessa população de baixa renda.
Hoje, o Brasil tem produção própria do amianto, com a terceira maior mineradora do mundo. Dessa forma, o País se mantém em uma balança favorável de consumo interno e exportação do mesmo, já que não precisa importar fibras sintéticas mais caras e pode exportar o mineral gerando divisas ao país.
Ou seja, produzimos com segurança, um produto de qualidade e voltado para a classe popular. A verdade é que se propagou uma informação de perigo que já não existe mais na forma de produção atual. Várias atividades industriais evoluíram. Desde a Revolução Industrial muita coisa mudou, certo? Por que é tão difícil perceber que a cadeia do amianto também evoluiu, investiu, melhorou seus processos e não tem porque ser penalizada pelos erros do passado.


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11/04/2011

Mitos Amianto Crisotila: Mitos ou Verdades – Parte 9

Existe alguma comprovação científica de que a saúde da população que utiliza produtos de fibrocimento com amianto e dos trabalhadores do setor esteja sendo prejudicada pela proximidade com o amianto crisotila?

No final do ano passado, foram divulgados os resultados de uma pesquisa que avaliou a existência ou não de riscos e efeitos à saúde de moradores de residências que possuem telhas de fibrocimento-amianto e com os trabalhadores da mineração de amianto. O estudo foi feito por pesquisadores de universidades internacionais, da USP e da PUC, com larga experiência em doenças relacionadas ao amianto. O método científico foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e contou ainda com apoio do Governo de Goiás, CT – Mineral e do Instituto Brasileiro do Crisotila (IBC).

A pesquisa estudou a condição de 550 moradores de casas com telhas de fibrocimento-amianto há pelo menos 15 anos. Durante o período, foi medida a concentração de fibras de amianto tanto interna como externamente às habitações, além de análise clínica, radiológica e funcional dos moradores. Não foi identificada concentração de fibras de amianto em suspensão que representasse risco aos moradores ou detectada qualquer doença ligada ao amianto.

A pesquisa também envolveu o acompanhamento e avaliação médica dos trabalhadores da mineradora Sama, em atividade em Minaçu (GO). Os resultados também mostram que não houve casos de colaboradores admitidos após 1980 que apresentassem alteração em sua saúde como resultado do contato com o crisotila.
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Continue acompanhando o blog da Eternit para saber mais sobre o amianto.

Tem alguma dúvida sobre o assunto? Deixe seu comentário!


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04/03/2011

Amianto Crisotila: Mitos ou Verdades – Parte 5

Sobre o amianto crisotila e a questão da saúde, existem algumas dúvidas que queremos solucionar a seguir. Se tiver qualquer dúvida sobre o tema, nos escreva, esse espaço será dedicado a essa discussão, com total clareza e transparência.

É verdade que respirar em um ambiente com amianto pode causar, em longo prazo, enrijecimento do pulmão?

Uma das doenças que pode ser causada pelo amianto é a asbestose, que pode levar à perda gradual da elasticidade dos pulmões dificultando, gradualmente, a respiração. A doença raramente causa óbito. A asbestose é considerada doença profissional, pois só se manifesta entre trabalhadores que utilizam o amianto e que respiram elevadas concentrações de suas fibras, por tempo prolongado, dependendo das características físicas e hábitos de cada indivíduo. Para evitar que seus colaboradores sofram desse e outros males ligados ao amianto, tanto as empresas da indústria que utilizam o mineral, como a mineradora, aumentaram seus investimentos em medidas de segurança e controle do ambiente de trabalho a partir do final da década de 70 proporcionando hoje um ambiente de trabalho bastante seguro. Há muito, a indústria trabalha, em quase todos os processos, com o amianto sob forma enclausurada, ou seja, não há contato direto do trabalhador. Na extração na mina há um cuidado em manter o solo úmido para que não haja suspensão das fibras e os caminhões e equipamentos têm cabines fechadas e com ar condicionado.

É verdade que o amianto causa alergias, pois fica em suspensão no ar, e, portanto, passivo de ser respirado?

R. Como qualquer mineral, as fibras de amianto estão presentes na natureza e em qualquer ambiente em quantidades indeterminadas. O amianto não causa nenhum tipo de alergia específica (nem ao ser aspirado, nem ao ser tocado).


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